Empresários brasileiros recebem penas por incitar imigração ilegal
- Rádio Manchete USA
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Atualizado: há 18 horas

WOBURN - Os brasileiros Jesse James Moraes, de 65 anos, e Hugo Giovanni Moraes, 43, foram condenados na última semana a menos de um ano de prisão por conspirar e induzir imigrantes a vir para os Estados Unidos em busca de ganhos financeiros, divulgou o Departamento de Justiça. Um acordo com a promotoria livrou pai e filho de uma senteça que poderia deixá-los sete décadas atrás das grades.
Segundo o Departamento de Justiça, na quinta-feira (27) a juíza Allison Burroughs sentenciou Jesse a oito meses de prisão e três anos de liberdade supervisionada. Ele também admitiu conspiração para lavagem de dinheiro.
Já Hugo pegou cinco meses de cadeia e três anos de liberdade supervisionada, sendo que os cinco primeiros meses devem ser confinado em casa, além de pagar uma multa de US$ 15 mil.
Em novembro, os donos dos restaurantes The Dog House Bar & Grill e Taste of Brazil entraram em um acordo com a promotoria para retirar acusações mais graves que poderiam gerar penas de até 70 anos de prisão. Os promotores abriram mão de processá-los por trabalho forçado e tráfico humano e recomendaram clemência.
O brasileiros responderam por "encorajar e induzir, e conspirar para encorajar e induzir, um estrangeiro a vir, entrar e residir nos Estados Unidos com o propósito de vantagem comercial ou ganho financeiro privado, sabendo e em desrespeito imprudente o fato de que tal vinda, entrada e residência é ou será uma violação da lei".
Já o terceiro réu no processo, Chelbe Williams Moraes, de 62 anos, irmão de Jesse, assumiu a culpa por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
Investigação
Jesse e Hugo comandam os restaurantesThe Dog House Bar & Grill e Taste of Brazil, em Woburn, enquanto Chelbe mora em Minas Gerais e, segundo o processo, era responsável por buscar vítimas do golpe no Brasil.
As investigações apontaram que o trio aliciou - entre julho de 2016 e outubro de 2022 - pessoas interessadas em se mudar para os EUA, a maioria brasileiros, cobrando entre US$ 18 mil e US$ 22 mil com a promessa de que trabalhariam em seus restaurantes.
As vítimas eram orientadas a procurar Marcos Chacon Gil, conhecido como Marquito, para obter documentos falsos para fundamentar pedidos de asilo ou autorização de trabalho.
As investigações mostram que os brasileiros providenciavam apartamentos para que as vítimas pudessem ser monitoradas. Pai e filho teriam retido salários para saldar dívidas do tráfico.
Os imigrantes eram obrigados a trabalhar por longas horas em atividades manuais e eram submetidos a ameaças de agressões físicas, emocionais e de deportação.
Um trabalhador do Taste of Brazil disse aos investigadores que eles recebiam apenas US$ 3 por hora, sem direito a gorjetas e tinham que trabalhar 14 horas por dia sem folga.
Até 70 anos de prisão
Se os réus fossem condenados por todos os crimes poderiam pegar até 70 anos de prisão em regime fechado.
As acusações de trabalho forçado, tentativa de trabalho forçado e conspiração para trabalho forçado prevêem pena de até 20 anos de reclusão, cinco anos de liberdade condicional e multa de US$ 250 mil.
Tráfico de mão de obra ou mesmo apenas a sua tentativa podem resultar em 20 anos de prisão, cinco anos de liberdade condicional e multa de US$ 250 mil.
Enquanto que encorajar e induzir e conspirar para encorajar e induzir um estrangeiro a vir, entrar e residir no país para ganho financeiro, sabendo que a entrada e residência viola a lei prevê uma sentença de até 10 anos de prisão, três anos de liberdade condicional e multa de US$ 250 mil.
Já os crimes de lavagem de dinheiro e conspiração para lavagem de dinheiro somam sentenças de 20 anos de prisão, três anos de liberdade condicional e multa de US$ 500 mil ou o dobro do valor envolvido na transação, prevalecendo o montante maior.
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